[...]
Bones: Imagino o que você [...] [deva estar sentindo].
Aubrey: Isso é problema meu. Não precisa...
Bones: Eu sei. [...] [Também experimentei algo semelhante]. Senti raiva por anos.
Aubrey: E como superou?
Bones: Não superei.
Aubrey: Esta não é uma conversa de consolo.
Bones: Não. A dor sempre vai existir. O desafio é não tentar fazê-la desaparecer.
Aubrey: Não é reconfortante.
Bones: Lutar é o problema. Lutamos para tentar mudar o passado ou esquecê-lo. Mas a dor faz parte de quem somos. É como a descoberta do quark. Foi uma reviravolta total nas teorias físicas. Houve fúria, houve briga, mas era verdade. E quando foi finalmente aceita, nos deu melhor compreensão da vida. Se a tivéssemos negado, não teria havido progresso.
Aubrey: Foi uma analogia muito inteligente.
Bones: Porque sou muito inteligente. Não é fácil, Aubrey, mas... Nada de valor é fácil.
Aubrey: Obrigado.
Bones: Eu deixei a carteira no trabalho. Talvez queira me pagar uma cerveja por agradecimento.
Aubrey: Eu gostaria muito.
Bones: Foi o que achei.
[...]
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